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O que é o Furiosalone: Conheça os detalhes da Feira de Design de Milão

por André Menin 9 de agosto, 2022
7 minutos de leitura

Você provavelmente já ouviu muito falar sobre a Feira de Milão, o maior evento do mundo do setor moveleiro, que acontece na cidade mais cosmopolita da Itália. Porém existe algo sensacional que desperta a criatividade, muito dinâmica e ganhou o coração da Gisele Busmayer, Designer de Interiores cliente dos produtos REFRESHER, e este artigo ela irá falar um pouco mais sobre a experiência de estar no Furiosalone em Milão.

O Fuorisalone é um evento anual que ocorre em conjunto com o Salone Del Mobile e, juntos, eles definem a importante Milan Design Week (Semana de Design de Milão). Juntamente com a Salone Del Mobile , este evento é o mais importante do mundo no que se refere a apresentação de novidades em diversos setores.

O Fuorisalone é, portanto, um conjunto de eventos distribuídos em diferentes áreas de Milão e não pretende ser um evento de feiras como seu “irmão”, o Salão do Móvel. Além do mais, ele não tem uma organização central e não é gerido por um único órgão institucional. Na verdade ele ‘nasceu’ espontaneamente no comecinho da década 80 e surgiu da vontade de empresas que atuam no setor do Mobiliário e Design Industrial para que eles pudessem mostrar suas criações. Poucos sabem que foi pelas mãos de Gilda Bojardi, diretora da aclamada revista de arquitetura e design Interni.

Hoje, o evento paralelo que agita os quatro cantos da cidade ganhou força e notabilidade. Do pátio da Università Degli Studi di Milano aos bairros de Brera, Tortona, até chegar na periferia. O Fuorisalone se popularizou.

Vale destacar que andamos pelas ruas charmosas, cheias de vida e vamos entrando em cada portinha para descobrirmos artistas incríveis ou em portonas com suas marcas mega conhecidas. A chance é para todos.

HERMÈS

A grife francesa Hermès, apresenta sua nova linha de tecidos para casa, além de móveis e acessórios no Espaço la Pelotta, em Brera, com uma instalação cenográfica. O cenário é surpreendente, pela sua simplicidade e ao mesmo tempo pela sua potência: desta vez tudo é pensado em nome da leveza, como um desafio à gravidade, que se expressa através da apresentação dos objetos para a casa.

Tudo exposto dentro de quatro estruturas, em forma de torres, em madeira e papel translúcido de modo a irradiar a luz por dentro e por fora. Detalhe: o material depois será totalmente reciclado. Em cada um das torres, peças da coleção Hermès para decoração. Mantas e tapeçarias de Cashmere, um dos materiais preferidos da Maison, uma fibra natural infinitamente delicada que combina resistência e cores vivas. A fabricação é feita com tiras de cashmere que formam desenhos quadrados e depois o tecido é tingido à mão, criando uma colcha de retalhos de cores brilhantes. Formas geométricas que evocam os mosaicos.

Entre as peças , o destaque vai para os banquinhos de bambu com fibra de carbono que internamente mesclam tecnologia e artesanato: delicadeza e resistência em uma única peça.

 

 

Tendência Bambu em milão

 

ÉTEL

No showroom da Étel no Fuorisalone, a marca brasileira de móveis de luxo, capitaneada por Lissa Carmona, o público internacional pode conhecer um pouco mais do projeto “uma estória de dois continentes”, com obras de dois grandes nomes do design: Jorge Zalszupin e Cristina Celestino. Para homenagear o centenário de Zalszupin, arquiteto e designer polonês naturalizado brasileiro na década de 1950, a Étel lança pela primeira vez em Milão peças icônicas do designer, com uma retrospectiva histórica.

A outra coleção, batizada de Panorama, traz a assinatura da talentosa designer milanesa Cristina Celestino, hoje uma das mais reconhecidas no cenário internacional e italiano. A italiana uniu a beleza das madeiras brasileiras e a pedra vitória-régia para criar sofás, mesas de centro, aparadores, poltronas, namoradeiras e floreiras da nova coleção com a inclusão de materiais italianos.

Neotenic design em milão
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DIOR BY STARCK

Um show de música e luzes que me emocionaram, Dior teatralmente apresentou a releitura da cadeira medalhão por Philippe Starck.

Apresentada em diversas cores, em um palco individual para cada peça, formou uma verdadeira dança das cadeiras, a cada compasso musical, uma luz focava em determinada cor.

Cadeiras tendência Milão design

Após ver as protagonistas triunfarem, pudemos passear pelo Palácio Citterio, exuberante, o que tornou a experiência ainda mais interessante.

Bom, eu poderia escrever por 5 dias sem parar e contar para vocês as maravilhas que vivenciei na Fuore, mas resumindo meu sentimento: eu gosto mais da feira paralela do que a própria Isaloni com seu ar comercial, justamente pela descontração e liberdade das ruas italianas.

teto lado de fora da isalone 2022
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jardim da salone del mobile 2022

 

NÚMEROS DA EDIÇÃO 2022

A 60ª edição do Salão do Móvel de Milão apresentou números expressivos, confirmando o sucesso do evento que aconteceu com dois anos de “atraso”.

O Salone del Mobile contou com 2.175 exposições no pavilhão Rho, local central de realização da feita. Desse total, 27% dos expositores eram estrangeiros.

A edição ainda contou com uma forte presença jovem, com 600 designers com até 35 anos de idade que apresentaram suas criações no Salão Satélite.

Na parte de cobertura midiática, 3.500 jornalistas de todo o mundo foram credenciados para acompanhar as exposições.

Dados divulgados no domingo, 12/06, dia de encerramento da feira, foram registrados 262.608 visitantes de 173 países em 6 dias. Mais da metade eram operadores e compradores do setor, sendo 61% do exterior.

Nas redes sociais, 13,5 milhões de contas foram alcançadas pelos conteúdos relacionados ao Salão do Imóvel de Milão. Com as hashtags oficiais (#salonedelmobile2022 e #salonedelmobile60th), foram mais de 50 mil conteúdos publicados, 600 mil visualizações de vídeos, 120 mil interações de 25 milhões de impressões.

Este ano de 2022 marcou, além das seis décadas do Salão, 30 anos dos “Fuori Salone”, que são eventos que acontecem fora do pavilhão da feira.

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10 ferramentas essenciais para todo escritório de Arquitetura

por André Menin 25 de julho, 2022
5 minutos de leitura

Se você fizer uma rápida pesquisa no Google, vai encontrar milhares de ferramentas para Arquitetos e Designers disponíveis no mercado. Mas quais são as mais eficientes?

Entre 2019 e 2021, o setor de tecnologia cresceu 118%, segundo o Empresômetro, empresa de inteligência de negócios. Esse aumento segue a evolução exponencial da integração do marketing digital nas rotinas de milhares de profissionais, mas também deixa mais complexa a tarefa de identificar e implementar ferramentas que atendam às dinâmicas do mercado e os objetivos do negócio.

Para ajudarmos nesse desafio, selecionamos as 10 ferramentas mais importantes para o seu escritório, desde BIM até recursos para melhorar a sua gestão e facilitar a sua vida na arquitetura do jeito certo. Confira:

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O que é Neuroarquitetura?

por André Menin 6 de maio, 2022
5 minutos de leitura

O estudo da Neuroarquitetura e Neurodesign tem se mostrado objeto de interesse dos profissionais atentos à evolução do ato projetual. Nas últimas décadas, com o avanço dos estudos sobre o funcionamento do sistema nervoso, várias áreas foram estimuladas a compreenderem melhor como essas impactam o cérebro humano, e com a arquitetura não foi diferente. Acompanhe a seguir sobre os passos dados dentro desta inovadora área para se atualizar.

O que é a Neuroarquitetura?

mulher explicando para outra sobre assunto de neuroarquitetura

A neuroarquitetura é um estudo que busca aplicar as descobertas da neurociência aos espaços construídos, tendo como objetivo entender quais os impactos que eles exercem na cognição e nas sensações de quem tem contato com eles. Esses impactos nem sempre ocorrem no nível consciente do ser, portanto que a compreensão mais aprimorada de como o cérebro humano entende os espaços tem se mostrado uma necessidade aos arquitetos que almejam oferecer uma experiência completa aos usuários.

Quais elementos são analisados perante a Neuroarquitetura?

Para entender como os ambientes exercem impacto na forma como as pessoas se sentem ao terem contato com ele, podem ser analisados os seguintes elementos de um projeto:

– uso específico da iluminação;

– ventilação;

– aplicação de texturas;

– uso das cores;

– escolha dos mobiliários;

– divisão e amplitude dos ambientes;

Ao ter contato com os elementos compositivos de um projeto, o cérebro humano faz a leitura espacial permitindo que o organismo libere certos hormônios responsáveis pela sensação de bem estar, ou mesmo incômodo com o local. O foco da neuroarquitetura está em decifrar quais condicionantes permitem a liberação da sensação de satisfação perante os ambientes, permitindo com isso que os espaços sejam usufruídos em sua plenitude.

Onde posso me informar melhor sobre Neuroarquitetura?

No portal Lori Crizel temos dedicado amplo espaço para a disseminação da neuroarquitetura por considerarmos uma vertente em plena ascensão na área, e com enormes contribuições para o sucesso dos projetos. Acompanhe as nossas publicações sobre o assunto para avançarmos conjuntamente nas recentes descobertas a respeito.

O portal também conta com uma parceria da Academia de Neurociência para a Arquitetura (ANFA), que é uma fonte referendada de pesquisa sobre o assunto. Sediada em San Diego, na Califórnia, a entidade foi fundada em 2003 e desde então tem se dedicado à difusão das pesquisas realizadas envolvendo a neurociência aplicada à arquitetura.

 

 

 

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NFT: O que são e o que significam para a Arquitetura

por André Menin 14 de fevereiro, 2022
5 minutos de leitura

Em 2021, o volume de negociação de NFT chegou em US$ 25 bilhões. Quando comparamos aos humildes US$ 95 milhões no mesmo período anterior, entendemos que o mercado de Tokens está em uma crescente acelerada, e seus impactos na arte, cultura e no mercado financeiro já são muito visíveis.

Mas como a nova onda do mundo das criptomoedas influenciará a arquitetura? Neste artigo iremos te explicar tudo sobre NFTs e seus reais impactos em 2022.

 

NFT arquitetura

Zaha Hadid Architects: NFTism’ at Art Basel Miami Beach – Foto: Reprodução/Internet

O que são NFTs?

NFT é uma sigla para Non-fungible Token (Token Não Fungível, tradução livre para o Português), e funciona como um selo de autenticidade.

Um token, na linguagem de criptomoedas representa um ativo – ou seja: dinheiro, obra de arte, música, etc – e esses ativos ficam registrados em uma blockchain, que é uma espécie de “Livro de registros” onde ficam as informações de transação de criptomoedas e os dados pessoais de quem as possui.

Por definição, fungível, é tudo aquilo que pode ser trocado por outros bens de mesma espécie, qualidade e quantidade. Em um exemplo mais simples: Uma nota de R$ 20,00 pode ser trocada facilmente por duas notas de R$ 10,00 sem perder seu valor. Já a famosa Monalisa de Leonardo da Vinci, não é fungível pela sua singularidade, e não pode ser trocada por outra igual.

Por isso, um NFT representa um item único no mundo, que pode ser físico ou digital, mas ganhou muito mais força com as artes gráficas, tendo mais visibilidade com o Bored Ape Yatch Club e CryptoPunks, negociando suas artes milionárias com famosos como Stephen Curry, estrela do basquete americano, o jogador Neymar e até Justin Bieber, que iniciou a fazer investimentos em fevereiro deste ano.

Bored Ape Yatch Club

NFT comprado por Stephen Curry – Bored Ape Yatch Club – Foto: Reprodução/Internet

 

E afinal, como um NFT é criado?

O processo de criação de um NFT é similar ao processo criativo de uma obra de arte digital. De uma maneira super simplificada, o artista faz o upload de seu projeto na plataforma (hoje a mais conhecida é o site OpenSea). Após, conecta a sua carteira de criptomoedas, paga a taxa Gas (similar à taxa de custódia da B3), que refere-se aos custos para realizar transações no blockchain Ethereum, e começa a negociar. Fácil, não?

Mas agora vamos falar do que realmente interessa, o impacto que os NFT podem ter no mundo da arquitetura.

E qual seria o real o impacto que os NFTs podem ter na arquitetura?

Já sabemos que o mercado financeiro e virtual está tendo um grande impacto com a chegada dos NFT, que seriam apenas ‘Colecionáveis’ em um primeiro plano. Porém esse impacto é muito maior do que isso. Segundo a escritora Australiana McKenzie Wark, “é muito menos sobre ter a propriedade sobre algo que ninguém tem e muito mais sobre ter a propriedade sobre algo que todo mundo tem”.

meme nft arquitetura

Meme da garotinha em frente à uma propriedade em chamas viralizou na Internet em 2005 vendido por US$ 473 mil (cerca de R$ 2,6 milhões, em conversão direta) — Foto: Reprodução/Internet

O impacto dos NFT é na cultura como um todo. É de posse e garantia de autenticidade, algo que está pouco atrelado à cultura da internet nas últimas duas décadas. Pelo poder do alcance escalonado da rede e com uma glamourização da “viralização”, a internet cultuou por muito tempo a premissa de que tudo que está na rede é público e sem autoria, e algo que potencializou ainda mais esse movimento foi o Tiktok.

De uma maneira elegante, podemos dizer que toda expressão criativa poderá ser rastreada de uma maneira mais atenciosa. Seja um meme, uma foto, uma música e até um projeto arquitetônico. E é aí que entra o grande possível impacto na arquitetura, afinal, você com toda certeza já utilizou uma referência que encontrou na internet para realizar um novo projeto, não é mesmo? Agora, já imaginou se o dono desse hipotético projeto resolvesse cobrar de você ter se inspirado nele. Pois é, exatamente isso que pode vir a ocorrer caso o uso dos NFT se torne algo acessível.

Hoje, cada NFT é negociado por alguns milhares e até milhões de dólares. Mas acessibilizando a disponibilização e entrega dos recursos, devem ter um grande impacto em qualquer referência de expressão criativa e suas variações. Ainda está meio confuso né? Mas imagine, seria como ter a possibilidade de cobrar direitos autorais de alguém ter se inspirado de alguma maneira em seu projeto.

Ao mesmo tempo que existe a possibilidade de dar muito mais autoria e controle a quem tem posse criativa daquele recurso, paira no ar a limitação que virá com um uso mais aberto dos Tokens no futuro.

Quais são os NFT mais importantes da Arquitetura?

O NFT arquitetônico mais valioso é a Mars House, a primeira casa virtual vendida no mundo. O projeto que foi feito por Krista Kim, foi vendido por 288 Ethereum. Este valor, convertido para reais, seria cerca de R$ 2,75 milhões na época da transação.

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O Marketing Sensorial na Arquitetura

por André Menin 19 de janeiro, 2022
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Depois de decorar suas casas, com a volta do ‘sair de casa’, as vitrines e espaços comerciais ganharão ainda mais vida em 2022, apostando na aplicação do Marketing Sensorial na Arquitetura. De acordo com o Pinterest Predicts, uma das principais tendências para esse ano será a arquitetura comercial, apresentando as lojas de uma maneira diferenciada para os novos consumidores.

Durante o processo de compra, entramos em contato com produtos de diversas maneiras. E assim como o boom das lojas virtuais foi visto em 2020, a partir de agora, o movimento de ‘sair de casa promete mudanças no comportamento do consumidor, fazendo com que ele seja atraído por lojas e marcas que lhes proporcionam experiências sensoriais.

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